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Estacionamento

O título deste artigo é proposital. E com certeza nos servirá de instrumento para reflexão de uma situação que afeta a todos os cidadãos, seja direta ou indiretamente.

Em maior ou menor grau, quando falamos em estacionamento, invocamos automaticamente um sentimento de “stress”, como se diz, mais modernamente. Se estivermos na rua, à busca de uma vaga para estacionar, seja no centro da cidade ou em suas transversais, logo ligamos nosso botão de alerta, aumentamos nossa tensão e com certeza o nosso coração bate em um ritmo mais apressado. E lá vamos nós, na expectativa e, mesmo, crença e confiança, de que a Lei Municipal de Cuiabá – MT, nº. 5.054/2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade e garantia das vagas existentes para idosos e igualmente para portadores de necessidades especiais, nos estacionamentos públicos e privados em Cuiabá, seja cumprida. Aliás, há que se averiguar se os percentuais exigidos em Lei estão sendo cumpridos ou não. 
 
Pois bem, ledo engano, as vagas já estão ocupadas por motos (de jovens), carrocinhas de pastéis ou de sanduíches, ou ainda por modernos carros de jovens, presenteados pelos pais, que não lhe deram o mínimo conselho ou recomendação para o respeito ao trânsito e aos estacionamentos. “Patricinhas” e “mauricinhos” desrespeitosos, que sem-cerimônia, passaram à frente e ocuparam as vagas. Sem falar que também sem-cerimônia os menos de 60 anos, e não-portadores da carteira de idoso da SMTU, já se apoderaram das mesmas, sem qualquer pudicícia.
 
Assim, cansado de rodar e de gastar combustíveis, pneus e paciência, o idoso ou motorista-cadeirante, com dificuldades consegue estacionar, quando consegue, a duas ou mais quadras do seu local de destino. Não há fiscais para protegê-lo ou mesmo para escutar sua reclamação e se houvesse, com certeza, pouco lhe adiantaria, sendo, portanto mais um instrumento de stress. Este é um caso!
 
Outro caso: chega o idoso ou cadeirante no estacionamento do shopping, e roda, roda, roda na busca de vagas. Por exemplo, no Shopping Pantanal, a contar o número de vagas de idosos e cadeirantes ocupadas haveria de se pensar na realização de um congresso de idosos e de cadeirantes.  Aliás, vai uma sugestão para manifesto de um grande protesto! E, ao se contar o número de cadeirantes,  por exemplo, ontem, dia 19, contaram-se dois! E, quando saía, contou-se um que vinha do estacionamento em frente a uma grande loja de roupas, para cujo acesso teve ele e seus familiares que atravessarem a via de mão dupla, com passagem de carros que fazem delas verdadeiras pistas de rachas, e sequer respeitam as faixas de pedestres. Para que servem o motoqueiro e o carro de segurança do Shopping?  Imaginem a dificuldade dessa família, pois as vagas também estavam ocupadas por jovens de bonés e de bermudinhas curtas com salto alto.
 
Um bom exemplo veio de um novo supermercado, recém inaugurado, que adotou pinos para reservar as vagas dos idosos e dos cadeirantes ou portadores de necessidades especiais. E que só após o reconhecimento, (deveriam sim, exigir a carteira do SMTU),  é que liberam as vagas. Parabéns!
 
E vai a sugestão para todos os demais. Respeitem a lei e, sobretudo os idosos e os cadeirantes que, nesta cidade e muitas outras de nosso país, mais parecem cidades sem-leis. E, muito mais ainda, cidades sem-respeito e sem-solidariedade aos seus semelhantes, na esperança de que os pais eduquem melhor os seus filhos adolescentes. E, também, sintam-se mais educados aqueles que nem tão adolescentes são, mas que agem de forma desrespeitosa à sociedade. (Leiam meu artigo: “Questões de cidadania”, publicado em 08 de maio de 2010). E ainda por último, vai uma sugestão à Prefeitura de Cuiabá: façam um convênio com os Shoppings etc. e fiscalizem a lei, ou pelo menos o Ministério Público que tome esta providência, ou ainda “põe o pino! Na vaga de estacionamento, é claro!”.
 
Ilson Sanches
Advogado e Professor Universitário
www.ilsonsanches.com
 

 

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