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Justiça do DF determina adiamento de reintegração de posse de fazenda ocupada desde março pelo MST
19.07.2012

Brasília - Prevista para hoje (19), a ação de desocupação da Fazenda Toca da Raposa, em Planaltina (DF), foi adiada por questões operacionais, informou há pouco a Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF). A tensão, no entanto, é grande, já que, segundo lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um ônibus com homens supostamente a serviço do dono da propriedade vizinha e tratores chegaram ao local assim que os policiais deixaram a fazenda nesta manhã.

Segundo o tenente-coronel Alves Leitão, responsável pelo policiamento de Planaltina, a nova data para o cumprimento da decisão judicial ainda vai ser definida. A Justiça havia determinado que as cerca de 600 famílias de sem-terra, que ocupam o lugar desde o dia 8 março, deixassem o local, mas autorizou o adiamento da operação na manhã de hoje. De acordo com o coronel, todos os policiais saíram da área. Na avaliação da polícia, era desnecessário manter qualquer tipo de segurança.

“As famílias já estão na área há um bom tempo sem que qualquer problema tenha sido registrado. Elas são ordeiras e não estão depredando nada, de maneira que consideramos desnecessário manter viaturas no local”, disse Alves Leitão. Informado sobre a chegada do ônibus e dos tratores, o coronel afirmou que mandaria uma viatura retornar ao local para averiguar a situação.

De acordo com Maria Lucimar Nascimento da Silva, da direção nacional do MST no Distrito Federal, a decisão das famílias é resistir à desocupação.

“Estávamos e continuaremos mobilizados. Vamos resistir à ação policial quando eles vierem, à pistolagem e a quem mais vier para nos tirar daqui”, garantiu Maria Lucimar, afirmando que um helicóptero da PM chegou a sobrevoar a fazenda esta manhã e um dos policiais que estiveram no local mais cedo comentou que o grupo estava apenas aguardando a chegada de reforços para dar início a desocupação.

De acordo com o MST-DF, a área em que as famílias estão acampadas pertence à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), órgão do governo do Distrito Federal (GDF), e foi ocupada irregularmente por um conhecido produtor de soja, que é dono de propriedades vizinhas. O movimento pede que 40% da área total, o equivalente a 1.700 hectares, sejam destinados à reforma agrária.

Logo após a ocupação, em março, os sem-terra se reuniram com representantes da Ouvidoria Agrária Nacional e do GDF. Ainda de acordo com o MST-DF, ficou acordado que, em 45 dias, a Terracap entraria com uma ação na Justiça reivindicando a devolução da área indevidamente ocupada pelo fazendeiro. Segundo o MST-DF, isso não ocorreu. 

Fonte: Agência Brasil

 

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