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STF ouve defesa de João Paulo Cunha, único réu candidato
08.08.2012

Deputado petista disputa Prefeitura de Osasco e é acusado de envolvimento no mensalão; quinto dia de julgamento também terá estreia do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão ouvir nessa quarta-feira, 8, a defesa de mais cinco réus, entre eles a do deputado petista João Paulo Cunha, único dos 38 réus do mensalão a disputar as eleições municipais de outubro. O quinto dia do julgamento marca ainda a estreia do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos na defesa de outro dos réus.

A acusação contra João Paulo Cunha é de que ele teria recebido R$ 50 mil do valerioduto para contratar uma das agências de Marcos Valério quando presidia a Câmara. A defesa negará irregularidades no contrato e afirmará que o dinheiro recebido era para pagar custos de uma pesquisa eleitoral. Ainda no início da disputa pela Prefeitura de Osasco (SP), João Paulo afirmou que não deixaria de discutir o processo durante a campanha.

Será destaque também na sessão desta quarta, a estreia do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos na leitura da defesa de seu cliente José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural. No primeiro dia de julgamento, Thomaz Bastos pediu a palavra para pedir a divisão do processo, mas não chegou a entrar no mérito da acusação. Sobre seu cliente, Thomaz Bastos deve afirmar que ele não teve participação em aprovação dos empréstimos da remessa de dinheiro para o exterior.

Salgado e outros dois réus a serem defendidos nesta quarta são ligados ao Banco Rural, apontado pela acusação como responsável por fazer empréstimos irregulares ao PT e às empresas de Marcos Valério. As operações seriam fachada para disfarçar desvio de dinheiro público para o esquema de compra de apoio político no Congresso. A defesa de Vinícius Samarane,  ex-diretor do banco e atual vice-presidente, e Ayanna Tenório, ex-vice-presidente, também devem sustentar que seus clientes não participaram das negociações de empréstimos ou seguiram orientações de superiores.

O último réu previsto é o ex-ministro de Comunicação Luiz Gushiken. De acordo com a acusação, ele teria autorizado um ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, a adiantar pagamentos da Visanet (fundo privado do qual o Banco do Brasil) para uma das empresas de Marcos Valério. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no entanto, pediu sua absolvição por não haver elementos ou indícios que justificassem a condenação.

Fonte: Portal Estadão

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