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Réu acusado de matar Celso Daniel consegue, de novo, adiar julgamento
16.08.2012

Um dos réus acusados de participar do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, Itamar Messias Silva dos Santos, obteve nesta quinta-feira (16) um novo adiamento do seu julgamento, que deveria começar nesta manhã, no Fórum de Itapecerica da Serra, na região metropolitana. Segundo Tribunal de Justiça de São Paulo, apenas irá a júri popular outro réu do caso, Elcyd Oliveira Brito. O novo júri de Santos foi marcado para 22 de novembro. Até as 10h50, o júri de Brito ainda não havia começado.

Os dois são réus no processo no qual respondem por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa da vítima). Eles já deveriam ter sido julgados em maio em conjunto com outros três acusados, mas seus advogados abandonaram o plenário alegando pouco tempo para apresentar a Bruno José Daniel Filho, irmão de Celso, chegou ao Fórum de Itapecerica por volta das 10h para acompanhar o julgamento. "Vamos até o fim com isso", afirmou ele, que se queixou ainda da demora de 10 anos para que os réus sejam condenados. Bruno disse esperar condenações semelhantes às dadas a três outros réus em maio.

 

Crime político ou comum?


Três processos apuram a morte de Celso Daniel. No entendimento da Promotoria, responsável pela acusação, o então prefeito de Santo André, no ABC, foi vítima de um crime encomendado pelo então assessor e segurança Sombra, que é considerado o mandante. Os outros cinco que foram acusados são apontados como executores. As provas são o depoimento de um corréu e indícios de fraude na prefeitura da cidade na época do crime.

 

A tese do MP é contrária à conclusão da Polícia Civil, que apontou crime comum. Para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), os criminosos tinham a intenção de sequestrar um empresário, se confundiram e acabaram levando Daniel por engano. As provas são a confissão dos criminosos presos, laudos técnicos e testemunhas.

 

Segundo a denúncia, os dois estavam juntos quando o político, do PT, foi capturado na saída de um restaurante na capital paulista. Sombra dirigia a Pajero do prefeito em uma rua da periferia, quando um bando os cercou. Daniel foi abordado por homens armados que o levaram.

 

Mas, de acordo com o promotor Márcio Friggi de Carvalho, esse sequestro foi simulado. Para ele, Celso Daniel foi morto porque descobriu que o dinheiro que era desviado da prefeitura para o 'caixa 2' do PT passou a servir, sem o seu consentimento, para enriquecimento pessoal de integrantes do esquema de corrupção.

 

“Havia o esquema de corrupção instalado em Santo André, em 2002, período de eleição presidencial. O esquema era aceito pelo Celso Daniel enquanto financiava o caixa 2. Quando ele descobriu que servia também para enriquecimento pessoal dos participantes, começou a montar um dossiê. Isso chegou ao conhecimento dos demais e daí a motivação do crime", defendeu nesta quarta-feira (15) o promotor. O então prefeito iria assumir a coordenação da campanha de Lula à presidência no ano em que foi morto. Em maio deste ano, o PT havia negado ao G1 as informações do Ministério Público.

 

De acordo com Carvalho, Santos e Brito, estavam na Blazer que participou do sequestro do prefeito Celso Daniel. Ele afirmou que Brito chegou a confessar os detalhes do crime diversas vezes ao Ministério Público e em juízo, inclusive apontando Sombra como o mandante.

Condenados

Quatro pessoas já foram condenadas acusadas de participar do assassinato de Celso Daniel. Em novembro de 2010, Marcos Bispo dos Santos recebeu pena de 18 anos. No dia 10 de maio deste ano, Ivan Rodrigues da Silva foi condenado a 24 anos de reclusão, José Edison da Silva, a 20 anos, e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira Silva, a 18. A expectativa da Promotoria é que os dois réus julgados nesta quinta peguem também entre 18 e 24 anos de pena.

De acordo com o Ministério Público, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, ainda aguarda julgamento porque decidiu entrar com um recurso a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para o promotor Márcio Friggi, a condenação dos outros réus poderá influenciar o comportamento no futuro julgamento de Sombra, no sentido de condená-lo.

 

Friggi lamentou ainda as possibilidades oferecidas pela legislação de processo penal, que permite uma série de recursos que faz com que o caso ainda não tenha sido julgado dez anos após a morte de Celso Daniel. Neste período, outras sete pessoas envolvidas diretamente com o caso Celso Daniel morreram em circunstâncias misteriosas.

 

Fonte: Portal G1

 

 

 

 

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