INÍCIO QUEM SOMOS ÁREA DE ATUAÇÃO ESTRUTURA NOTÍCIAS ARTIGOS CONTATO
 
 
Lei de Cotas desagrada escolas privadas e pode voltar ao STF
08.10.2012

Aprovada para incluir alunos do ensino médio oriundos de escolas públicas e de baixa renda no sistema de cotas de universidades federais, a Lei nº 12.711 desagradou a Federação Nacional

das Escolas Particulares (Fenep). Presidente da entidade, Amábile Pacios acusa o governo de criar uma “cortina de fumaça” e diz que a Fenep questionará a constitucionalidade da lei.

Em abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou as cotas para negros e pardos. Agora, os índios foram incluídos. Para Amábile, esse não é o problema. “Não questiono as cotas raciais,

mas as destinadas a estudantes de escolas públicas. Essa lei coloca uma cortina de fumaça sobre

uma questão mais séria e profunda, que é a baixa qualidade do setor público”, acusa.

Inconformada, a Fenep recorrerá ao campo jurídico. De acordo com a presidente, o STF deve ser procurado pela entidade. Caso a lei seja mantida, pode haver um êxodo dos alunos de instituições particulares para as públicas. Amábile diz duvidar. “Tenho certeza de que isso não acontecerá.

Nenhum pai comprometerá a vida escolar de seu filho. Todos preferem algo mais perene a algo pontual”, aposta.

Vestibular suspenso Forçada a alterar o edital do primeiro vestibular de 2013, a Universidade de
Brasília (UnB) optou por suspender o exame enquanto aguarda publicação de um decreto com as diretrizes da lei.

A nova legislação determina a reserva de 50% das vagas às cotas. As instituições têm de destinar ao menos 12,5% no próximo vestibular. Segundo o decano de Ensino de Graduação, José Américo Garcia, a porcentagem ainda não foi definida pela UnB. O assunto será debatido esta semana,
assim como a possibilidade de extinguir o sistema de cotas a negros e pardos instituído na universidade em 2004.

Certo mesmo é o aumento de recursos para a assistência estudantil devido à aprovação da Lei de
Cotas, “O ministro Aloízio Mercadante (Educação) sabe da necessidade e eles irão nos ajudar. Só não sabemos ainda o valor”, garante Garcia. Hoje, a UnB recebe R$ 14 milhões de assistência.

Fonte: Jornal Metrô

WEBMAIL
Login
Senha
 
ADMINISTRATIVO
Login
Senha
 
 
CopyRight © 2010 - Eduardo Granzotto - TWNet