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Joaquim Barbosa diz que trabalhará conforme as regras no comando do Supremo e do CNJ
11.10.2012

Brasília – O ministro Joaquim Barbosa, que foi eleito nesta quarta-feira (10) para a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) até 2014, disse que sua gestão não terá muitas novidades. O ministro assume o cargo em novembro, com a aposentadoria compulsória de Carlos Ayres Britto ao completar 70 anos.

Barbosa disse que vai dar mais detalhes sobre sua gestão no futuro, mas que “com certeza não haverá turbulências nem grandes inovações. Vocês já devem ter percebido, eu gosto de agir by the books [segundo as regras, em tradução livre do inglês], nada além disso”, comentou com jornalistas, no final da sessão de hoje.

Perguntado sobre como pretende gerir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual também será presidente, Barbosa disse que fará uma atuação pontual. “É caso a caso. Eu não afastei nenhuma vírgula, do meu comportamento normal no Tribunal, de quase dez anos, no caso do mensalão. Não inovei absolutamente nada”, completou.

O futuro presidente do STF diz que não houve surpresa na sua eleição, pois ela já era aguardada segundo a tradição do STF de escolher os mais antigos para administrar o Tribunal. No entanto, considerou um “fato extraordinário” o fato de ser o primeiro presidente negro da Corte, em um país que vem formando maioria populacional negra.

Sobre o fato de estar em evidência devido ao julgamento da Ação Penal 470, da qual é relator, Barbosa diz que recebe as demonstrações de reconhecimento “com muita gratidão”, mas que isso é “fruto do trabalho da própria Corte”. Barbosa ainda descartou a hipótese de ir para a política. “De forma alguma, eu nunca fiz política. Não é agora que vou fazê-lo”. 

CNJ

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