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INTERNACIONAL: Ex-premiê croata é condenado a 10 anos de prisão por corrupção
20.11.2012

O ex-primeiro-ministro da Croácia Ivo Sanader foi condenado hoje a dez anos de prisão por apropriação indevida de capitais e por receber mais de 10 milhões de euros em subornos. O tribunal do distrito de Zagreb considerou Sanader culpado nos casos conhecidos como "Hypo Alpe Adria Bank", quando recebeu comissões deste banco sendo vice-ministro das Relações Exteriores em 1994, e "Ina-Mol", pelo qual aceitou subornos de uma petrolífera em 2008 sendo já primeiro-ministro.

A procuradoria tinha pedido um total de 15 anos de prisão pelas duas acusações para Sanader, que hoje voltou a se declarar inocente. O primeiro caso se refere à apropriação ilegal de 480 mil euros em forma de comissões pelo crédito que o governo croata obteve do Hypo Alpe-Adria-Bank para renovar missões diplomáticas. A sentença inclui a exigência a Sanader de devolver esse dinheiro no prazo de 15 dias.

O juiz encarregado do caso considerou especialmente grave que Sanader se apropriasse desses fundos em uma época na qual o país precisava de recursos por seu conflito bélico com a Sérvia.

O segundo caso se refere à cobrança de 10 milhões de euros em subornos para facilitar que a companhia petrolífera húngara MOL assumisse o controle da empresa croata INA em condições desfavoráveis para a companhia local.

Estes dois casos são os primeiros de um total de cinco causas por corrupção abertas contra Sanader, acusado de ter obtido, através de práticas corruptas, dezenas de milhões de euros para ele próprio, seus colaboradores e seu partido, a União Democrática Croata (HDZ)

Sanader, 59 anos, foi chefe da HDZ e primeiro-ministro croata em dois mandatos, assumindo o primeiro deles em 2003. Seis anos depois, apresentou renúncia de forma inesperada, na metade de seu segundo mandato. Após sua retirada, começou a ser divulgada uma série de escândalos de corrupção, e muitos de seus ex-colaboradores e chefes de empresas públicas foram detidos.

Em dezembro de 2009, pouco antes da cassação de sua imunidade como deputado, ele fugiu da Croácia, mas foi detido na Áustria e extraditado meses depois. Após um ano na prisão, foi posto em liberdade em dezembro de 2011 pagando uma fiança de 1,7 milhão de euros. 

Fonte: TERRA

 

 

 

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