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Despesas com nutricionista e academias podem ficar isentas do Imposto de Renda
14.01.2013

As despesas com nutricionista, profissional de educação física e com academias de ginásticas poderão passar a ser deduzidas no imposto de renda. É o que pretende projeto de lei do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) que está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O projeto de lei do Senado (PLS 112/2012), será relatado pelo senador João Vicente Claudino (PTB-PI). Por enquanto, a tramitação da matéria aguarda aprovação em Plenário de requerimento para tramitação conjunta com outros projetos que também tratam de isenção de imposto de renda – os PLS 354/2012147/201212/2011465/2008364/2008138/2008681/2007,94/2007, e 74/2007. Após análise da CAS, o projeto ainda será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de ser encaminhada à Câmara dos deputados.

Segundo o projeto de Claudino, o abatimento será concedido mediante a apresentação pelo contribuinte da prescrição médica com o código de Classificação Internacional de Doenças (CID), bem como a nota fiscal em nome do beneficiário.

Para o autor, os problemas relacionados à nutrição, desde a desnutrição até a obesidade mórbida, têm se tornado uma questão de saúde pública. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ressaltou João Vicente, aponta crescente aumento de sobrepeso e a obesidade mórbida entre os brasileiros.

O percentual de meninos de 10 a 19 anos com excesso de peso, informou o senador ao justificar o projeto, passou de 3,7% (em 1975) para 21,7% (em 2009). Entre meninas nessa faixa etária, o índice subiu de 7,6% para 19,4%. Já entre os adultos o crescimento de foi de 18,5% para 50,1%, entre os homens, e de 28,7% para 48%, entre as mulheres. O Sul, segundo o estudo, é a região do país com maior percentual de obesidade em 2009: 56,8% dos homens e 51,6% das mulheres.

“Se, por um lado, a evolução das variáveis macroeconômicas funciona no sentido do agravamento do quadro, de outro, se torna ingente a mudança de padrões culturais ligados aos hábitos alimentares, ao sedentarismo e à prática de exercício físico”, disse o senador, ao ressaltar que a frequência às academias não são apenas práticas de vaidade, mas de saúde.

Fonte: Portal Senado Federal 

 

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