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Área jurídica não preenche vagas por falta de capacidade dos candidatos
11.07.2011

Embora os concursos para ingressar nas magistraturas estadual e federal ou no Ministério Público sejam cada vez mais concorridos, nem todas as vagas são preenchidas. Mais de 11 mil candidatos tentaram uma das 150 vagas abertas pelo concurso do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) em 2010 mas somente 90 foram aprovados. Na última seleção finalizada do Ministério Público Federal, em 2007, 83 procuradores preencheram as 148 vagas. A mais recente está em andamento e oferece 114 postos -há 9.505 inscritos. "As vagas não são ocupadas porque não se encontram candidatos profundamente preparados", diz Marcelo Nobre, conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Segundo especialistas consultados pela Folha, o ensino superior de má qualidade é um dos responsáveis pelo deficit de aprovados. Os processos de seleção mais recentes começam a incluir ainda mais conteúdo. Entre as alterações está a exigência de questões relacionadas à formação humanística, como psicologia e filosofia. Nos concursos para procurador e promotor, em que as vagas também não são plenamente preenchidas, as novas disciplinas não são exigidas.

Mas, segundo especialistas, a tendência é que as próximas seleções valorizem cada vez mais questões dessa área de conhecimento. "Não querem mais aqueles que só decorem leis mas também os que saibam refletir", diz Álvaro Azevedo Gonzaga, professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica). (A materia e de autoria da reporter Debora Zanelato e foi publicada hoje na Folha de S.Paulo)



Fonte: OAB

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